Postagens populares

sábado, 3 de setembro de 2011

Inauguração da frente contra a divisão do pará.m4v


Video realizado na Alepa em 16/08/2001, e que registra a inauguração da frente contra a divisão do Pará.


Lucinha Bastos cantando o hino do Nosso Pará na convenção da FRENTE.

Na noite desta quinta-feira (1º de Setembro) aconteceu o inicio da nossa Luta contra a divisão do nosso Estado do Pará convenção, na sede da Associação Comercial do Pará (ACP), onde os líderes de cada frente definiram a estrutura e como será a participação de ambas durante a campanha, que inicia no dia 12 de setembro.
Durante o período legal para a campanha, as frentes irão promover palestras, reuniões, encontros comunitários, shows artísticos, mobilizações públicas para garantir que não falte conhecimento à população na hora da decisão no plebiscito marcado para o dia 11 de dezembro de 2011.

'Apesar da legislação obrigar que haja campanhas separadas entre as frentes contra a divisão, isso não impede o apoio dos membros de ambas as frentes de apoiar as ações uma da outra. Vamos atuar ativamente em favor de todos os trabalhos que sejam contrários a divisão do Pará', explicou o deputado federal Zenaldo Coutinho, presidente da frente contra a criação do Estado do Carajás.

Segundo Zenaldo, o maior trabalho será conquistar a população do Carajás e do Tapajós. 'Estamos aguardando a finalização de estudos do IPEA, IDESP, que serão fundamentais para a discussão racional do município e vamos mostrar que a divisão é ruim para todos. Os três estados ficariam fragilizados e a qualidade de vida das pessoas seria muito ruim, independente de onde ela estivesse', finaliza.

Uma grande mobilização social marcará o lançamento da 'Frente suprapartidária em Defesa do Pará', no dia 14 de setembro, no município de Castanhal, nordeste do Estado.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Mesmo com proibição, médicos usam jalecos nas ruas de SP



Profissionais da saúde estão proibidos de usar jalecos e aventais fora do ambiente de trabalho em São Paulo
Foto: Léo Pinheiro/Terra
Um dia após o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sancionar lei que proíbe o uso de jalecos e aventais por profissionais da saúde fora do ambiente de trabalho, a reportagem doTerra flagrou médicos e estudantes de Medicina vestindo as roupas de proteção em ruas próximas ao Hospital das Clínicas. A lei, de autoria do vereador Wadih Mutran (PP), tem como objetivo evitar a contaminação dos pacientes.
Pela lei publicada ontem no Diário Oficial do Estado de São Paulo, "ficam todos os profissionais de saúde que atuam no âmbito do Estado proibidos de circular fora do ambiente de trabalho vestindo equipamentos de proteção individual com os quais trabalham, tais como jalecos e aventais". Quem desobedecer à lei estará sujeito a multa de dez Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (UFESP) - o que equivale a R$ 174,50. Em caso de reincidência, a multa será dobrada.

Divisão do Pará é inviável

HTTP://notapajos.globo.com/lernoticias.asp?id=41080
 Pará - Economista afirma que divisão do Pará é inviável
Câmara aprovou plebiscitos para divisão do estado do Pará

O Economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Rogério Boueri, afirma que caso os estados de Carajás e Tapajós cheguem a ser criados, eles serão economicamente inviáveis e dependerão de ajuda federal para arcar com as novas estruturas de administração pública que precisarão ser instaladas.

Os prefeitos das cidades que passariam a ser capitais, na hipótese de aprovada a divisão, defendem a criação apontando a distância da capital, e consequentemente a ausência do governo estadual, como motivos da divisão.

Na última quinta-feira (5), a Câmara aprovou projetos de realização de plebiscitos para decidir sobre a criação dos estados de Carajás e Tapajós, que seriam desmembrados do Pará. No caso de Carajás, um decreto deve ser promulgado pelo presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), autorizando a realização da consulta. No caso de Tapajós, o plenário da Câmara aprovou o plebiscito, mas ainda falta votação no Senado.

O economista realizou seu estudo considerando os dados mais recentes disponíveis, referentes a 2008, e concluiu que os estados do Tapajós e de Carajás teriam, respectivamente, um custo de manutenção de R$ 2,2 bilhões e R$ 2,9 bilhões ao ano. Diante da arrecadação projetada para os dois estados, os custos resultariam num déficit de R$ 2,16 bilhões, somando ambos, a ser coberto pelo governo federal.

O PIB do Pará em 2008, ressaltou o economista, foi de R$ 58,52 bilhões, e o estado gastou 16% disso com a manutenção da máquina pública. O estado do Tapajós gastaria cerca de 51% do seu PIB e o de Carajás, 23%. A média nacional é de 12,72%. “Nessas bases, não tem estado que se sustente”, afirma Boueri.

Os cálculos do pesquisador se baseiam nas médias de gasto com a manutenção da máquina pública por habitante em cada estado. A partir disso, considerando as populações dos novos estados em discussão, ele chegou a uma projeção de quanto cada um deles gastaria.

Para piorar a situação, a estimativa não leva em conta os altos investimentos envolvidos na criação de estados, lembra o pesquisador, como a construção de edifícios públicos e, no caso do interior do Pará, a necessidade de implantar infraestrutura, já que será necessário ampliar aeroportos e rodovias. Para Boueri, Tapajós e Carajás “serão estados de boca aberta, esperando o dinheiro do governo federal”.

Prefeitos e governador

Maria do Carmo, prefeita de Santarém, prevista para ser a capital de Tapajós, diz que a criação do novo estado é uma reivindicação histórica e cultural. "Estamos a mais de 800 quilômetros da capital. Os recursos e os serviços não chegavam", disse. De acordo com a prefeita, "mesmo com o aumento da presença dos governos federal e estadual, permaneceu o espírito separatista".

Maurino Magalhães, prefeito de Marabá, que pode ser a capital de Carajás, disse que vai "batalhar" pela criação da nova unidade da federação. "A maioria da população da região é favorável à divisão", disse Magalhães. "Somos uma região de difícil acesso e com pouca presença do governo estadual. Por isso, vai ser importante a criação de Carajás para o desenvolvimento da nossa região."

Em nota, o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), se disse favorável ao plebiscito, mas afirma que a população "deve ter total clareza do que vai escolher e suas reais consequências".

"Enfermeiro não é médico frustrado" Estigma de profissional de segunda classe ainda incomoda categoria, apontam enfermeiros Lívia Machado, iG São Paulo | 0


No uso informal, até os dicionários definem enfermeiros como “qualquer um que cuida de enfermos”.
Embora simplista e limitada, a classificação reflete um preconceito que se arrasta na sociedade. É fato que a função nasceu feminina, dentro de uma cultura católica e de guerra, mas ao longo dos anos assumiu patamares gerenciais.
Formada em 1962, Fumico Sonoda, chefe de enfermagem do Hospital do Coração (HCor), onde trabalha há 35 anos, fez faculdade na Cruz Vermelha Brasileira.
Usou durante um bom tempo o longo vestido branco sob o avental com o sinal da cruz vermelha – uniforme e identidade da profissão – e acompanhou de perto a profissionalização de seu ofício.
“Éramos apenas mulheres instruídas para cuidar. Hoje a área é riquíssima, ampla, não necessariamente destinada ao atendimento direto e requer conhecimento, capacitação constante. Enfermeiro precisa ter sensibilidade, mas não altruísmo.”
Para a enfermeira, o processo de valorização permanece gradual. Em uma sociedade que se curva ao menor sinal de jaleco branco, quem tem vocação para cuidar é voluntário.
“Eu trato o paciente, não a doença. A recuperação é comprometida se não tiver um enfermeiro presente. Pode ter o melhor médico, o remédio mais potente, mas nossa presença é fundamental."
Primeira opção
Ivana Pimentel de Siqueira, superintendente de atendimento do Hospital Sírio Libanês, iniciou a carreira na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital das Clínicas de São Paulo. O apreço pela área foi gratuito, movido pela vontade de trabalhar dentro de um hospital e ficar perto dos pacientes.
Aos 18 anos, ela prestou vestibular para o curso de enfermagem em uma das grandes universidades públicas do País e foi a segunda colocada na classificação geral – a nota final permitia que Ivana se matriculasse no curso de medicina.
“Enfermeiro não é médico frustrado. Sempre foi minha primeira opção, não por falta de estudo ou limitação financeira. Não queria ser a ditadora do processo de cura. Meu desejo sempre foi o de estar presente, ao lado, ajudar a evitar a morte ou acelerar o processo de cura.”
Hoje, ela coordena mais de 350 funcionários e exerce função administrava dentro do hospital – cargo alcançado graças às constantes especializações feitas ao longo da carreira.
“Nunca parei. Enfermeiro é um dos profissionais mais cobrados no dia a dia. Somos o cartão de visitas de um hospital, precisamos funcionar muito bem. Já vivi pegando em agulha, agora observo e controlo a qualidade dos serviços.”
Para ela, o preconceito perdeu força ao longo dos anos, mas não foi extinto. A sociedade ainda confunde o trabalho do auxiliar de enfermagem, do técnico e do enfermeiro – e restringe a função a limpar, dar banho e administrar os medicamentos.
Ouvidos seletivos
Edmilson Santoma, enfermeiro pleno, funcionário de Ivana há 9 anos, lida diariamente com a ignorância de pacientes e dos familiares, que nem sempre entendem ou reconhecem seu trabalho. “A visão equivocada independe de classe social. Muitos julgam a nossa função como inferior, servil."
Cenas de humilhação ou maus tratos, entretanto, fogem à lembrança. Em quase uma década de profissão, o preconceito se manifestou sem deixar marcas – talvez por que, para ele, grito não é ofensa.
“Gritar é comum, mas enfermeiro não se melindra com berro. Um paciente que destrata o enfermeiro, já foi agressivo com o fisiterapeuta, nutricionista e até o médico.”
Para o senso comum, enfermeiro pode até ser uma subcatecoria da medicina, mas na relação direta entre os profissionais de saúde, não existe hierarquia. “Enfermagem não é um degrau abaixo da medicina. Somos uma alavanca, mediadores. Ninguém é mais ou menos no processo de cura", assevera Ivana.
Sem o relatório feito por quem passa o dia prestando assistência, o diagnóstico dos médicos é diretamente prejudicado. O confronto de idéias entre médicos e enfermeiros ocorre, mas os embates sinalizam, no máximo, a prepotência dos médicos, não necessariamente o preconceito.
“Ele dita o tratamento, é o dono desse conhecimento, não queremos brigar por isso, mas podemos questionar, por exemplo, o horário estipulado para dar a medicação. Sabemos a rotina do paciente e como ela pode funcionar melhor.”
Corda bamba
Para Antônio Marcos Freire, diretor do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o berço da enfermagem retardou o reconhecimento da profissão.
“A igreja católica colocava as mulheres dentro dos hospitais para cuidar, mas sem capacitação. A função era secundária e demorou a ser vista como complementar. É recente a valorização.”
Embora o ingresso de homens tenha ajudado a suavizar o estigma feminino, 85% dos profissionais de enfermagem ainda são mulheres. Na visão do diretor, o ranço cultural mantém os enfermeiros na berlinda. Qualquer erro denunciado contamina a categoria.
“Conseguimos impor respeito, mas a pressão é grande. A cada falha individual temos que provar cinco vezes mais que somos competentes do que as outras áreas da saúde.”

Não separa Não!

Entrevista com o blogueiro Alessandro Martins - 1

impossível acreditar que não fosse de conhecimento dos escalões superiores do governo Simão Jatene – e do próprio governador.


Coube ao secretário estadual de Saúde, Hélio Franco, protagonizar um hiato de sanidade, lamentavelmente tardio, ao declarar, em nota oficial, que a superlotação na UTI Neonatal, a Unidade de Terapia Intensiva, não poderia ser motivo para que a paciente deixasse de ser atendida. "Ela deveria, pelo menos, ter sido encaminhada para um leito, até que se procedesse a transferência para um hospital regulado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente levando-se em consideração o fato de ser uma gravidez de risco", acrescenta a nota oficial. Pelo que se sabe sobre Hélio Franco, como médico e ser humano, esse deve ser o procedimento correto, em situações análogas a da jovem mãe dos bebês mortos, tanto quanto deve ser a postura pessoalmente defendida pelo secretário estadual de Saúde. Lamentavelmente, porém, esse procedimento não é respeitado pelas demais instâncias da cadeia de comando da saúde pública no Pará, até pela dualidade de poder com a qual insiste em conviver Hélio Franco, cuja secretária adjunta, Rosemary Góes, porta-se como se fosse a secretária de fato, mais por implicações políticas que por méritos profissionais, convém sublinhar. Nada permite crer, porém, que o desrespeito continuado a esse correto procedimento não fosse do conhecimento do secretário estadual de Saúde, como parte da cota de concessões que inexplicavelmente ele parece se impor.
É emblemático desse desrespeito a postura adotada em um primeiro momento pela presidente da Santa Casa de Misericórdia do Pará, Maria do Carmo Mendes Lobato, quando confrontada com as circunstâncias em que se deu a morte dos dois bebês, cuja mãe não conseguiu ser atendida tanto no Hospital das Clínicas como na própria Santa Casa. Ela sequer se permitiu verbalizar a ressalva feita pelo secretário estadual de Saúde, de acordo com a qual a superlotação na UTI Neonatal não poderia ser motivo para que a paciente deixasse de ser atendida. Além de bradar como mantra a alegação da superlotação da UTI Neonatal, sua preocupação foi negar o óbvio, que foi a detenção da obstetra Cynthia Lins, permitindo-se ainda o requinte de omitir a identificação da médica detida, um absurdo que a grande imprensa paraense se permitiu engolir goela abaixo, em um primeiro momento. As próprias declarações de Cynthia Lins, ao negar a omissão de socorro que os fatos evidenciam, ilustram o corporativismo insano e o menosprezo aos pacientes que se disseminam na saúde pública do Pará, em escala que é impossível acreditar que não fosse de conhecimento dos escalões superiores do governo Simão Jatene – e do próprio governador. Mas como nada disso afeta Simão Jatene, um notório hipocondríaco, porque tem ao seu dispor todo um aparato que o cargo lhe proporciona, ele só foi tomado pela suposta indignação que lhe foi atribuída quando entreviu a possibilidade da morte dos bebês repercutir negativamente na opinião pública e extrapolar as fronteiras do Pará, tal qual acabou por ocorrer.

O jornalista Celso Arnaldo Araújo viu a notícia no Jornal Nacional. E traduziu num texto irretocável a reação dos brasileiros decentes


O jornalista Celso Arnaldo Araújo viu a notícia no Jornal Nacional. E traduziu num texto irretocável a reação dos brasileiros decentes. 
POR CELSO ARNALDO ARAÚJO
Raimundo Cícero e Vanessa do Socorro pagaram muito caro – duas vidas perdidas antes do primeiro choro, duas outras vidas devastadas pelo choro que será eterno. Só porque não tiveram a iniciativa de recorrer à cegonha reinventada por Dilma nos laboratórios do Brasil Maravilha, em vez de baterem à porta da Santa Casa de Misericórdia do Belém do Pará, na madrugada de ontem.
Grávida de gêmeos e portadora de lúpus, uma complexa doença autoimune, Vanessa fazia questão de seguir à risca a rigorosa rotina de controle da gestação recomendada pelos médicos da própria Santa Casa, onde fazia seu pré-natal. Era uma gravidez de duplo risco: pela moléstia de base e pela gemelaridade.
O casal estava ciente de que os bebês poderiam nascer antes da hora – e a faixa de maior risco era justamente por volta das 32 semanas atuais. Vanessa estava bem e, dadas as circunstâncias, os gêmeos até que se desenvolviam a contento, a esta altura talvez já fossem viáveis com um atendimento adequado – nos últimos anos, a neonatologia fez progressos notáveis em relação a prematuros, se o pré-natal é bem feito e o parto é seguido de cuidados intensivos.
Às 2 horas daquela madrugada, as primeiras pontadas — que às 3 haviam se tornado menos espaçadas e mais violentas. Podia ser a hora. Mas, mesmo se não fosse, Vanessa precisaria do socorro que seu nome chamava. Às 3 e pouco, Raimundo amparou-a em direção ao ponto de ônibus. Do distrito de Outeiro, periferia de Belém, ao centro da capital, foi uma hora e meia de terra batida, na melhor das hipóteses. É possível – sim, é possível – que a viagem tenha agravado as condições da gestação e aumentado o risco dos gêmeos.
Mas, da mesma maneira que entrada de pronto-socorro é o lugar mais perigoso do Brasil para marginais que se confrontam com a polícia – porque quase todos morrem, nos boletins de ocorrência, ao “darem entrada no pronto-socorro” – a entrada da Santa Casa de Misericórdia de Belém do Pará seria o lugar mais perigoso da face da Terra para os gêmeos de Vanessa e Raimundo. Estava amanhecendo em Belém – mas eles nunca veriam seus primeiros raios de luz.
“TUDO LOTADO”
À porta do hospital, o desespero do casal, ele em prantos, ela em dores, não convenceu o porteiro. Não podia deixar mais ninguém entrar porque estava “tudo lotado”, ordem dos médicos. Foi lá dentro confirmar e voltou com a mesma resposta: porteira fechada. Raimundo e Vanessa tinham ido em busca de uma “boa hora” para seus bebês. Era, porém, uma má hora para a Santa Casa. Quando uma maternidade de alto risco, de qualquer lugar do mundo, nega atendimento a uma paciente sua em trabalho de parto de gêmeos, há algo de profundamente errado – profundamente doentio.
O casal se dirigiu então, provavelmente de ônibus, ao Gaspar Viana, hospital da rede pública de Belém, em outro bairro da capital. Na porta, ouviu a mesma explicação dos guardiões da saúde. Não há vagas. E agora, Raimundo? A incerteza e a desesperança consumiram mais uma hora e meia da vida dos gêmeos – foi o tempo que o casal ficou na calçada, atônito. Mas o quadro de Vanessa se agravou, o serviço de resgate dos bombeiros foi acionado. Ciente do impasse, os soldados assumiram uma questão de honra: voltar à Santa Casa com a gestante — para isso, requisitaram uma viatura-ambulância. Parecia óbvio: na Santa Casa, Vanessa já tinha ficha com seu histórico médico, a lotação seria apenas um detalhe a ser superado, de qualquer jeito, numa circunstância tão dramática.
No interior da ambulância, e em frente à Santa Casa, enquanto os bombeiros intercediam pelo atendimento emergencial, a bolsa de água estourou. Um dos bebês nasceu – morto. Mas havia o segundo. Sob a pressão dos bombeiros, a equipe de plantão enfim permitiu a entrada de Vanessa – mas também não conseguiu salvar o irmão gêmeo do primogênito natimorto. Raimundo, auxiliar de cozinha, aos prantos: “Meus filhos morreram do lado de fora do hospital por falta de atendimento. Bateram a porta na nossa cara. Depois que meu filho morreu, fiquei desesperado e entrei. Tinha 15 médicos lá dentro”.
Um desses médicos, a obstetra Cynthia Lins, recebeu voz de prisão de um dos indignados bombeiros. Depois de prestar depoimento, foi solta. Na saída, com o cinismo próprio de funcionários públicos que julgam ter estabilidade para maltratar quem lhes paga o salário, negou ter havido a omissão que os fatos gritantes demonstram, sem necessidade do “rigoroso inquérito” de praxe. Os bebês podem até ter chegado mortos ao hospital da primeira vez — mas só um obstetra poderia atestar isso. E só um médico teria chance de salvá-los, se houvesse essa chance. A omissão de socorro é sempre potencialmente fatal, em princípio e por princípio.
Mas não foi omissão, repete a médica, foi excesso de gente: “Superlotação que nós se encontramos no momento”, afirmou ela ao Jornal Nacional, com uma gramática que nos soa familiar, quando comparada a uma declaração ouvida semana passada, durante a inauguração de uma unidade de saúde no interior do Ceará, naquele estilo já inconfundível:
“A Rede Cegonha é um tratamento da mãe antes do parto, durante a gravidez, no parto e depois no pós-parto, o tratamento da mãe e da criança. Em todas as fases, a gente olha duas pessoas que são essenciais para a saúde do povo brasileiro: a mãe a criança”.
Raimundo e Vanessa não devem ter escutado o discurso presidencial. Se tivessem ouvido, e conseguissem atravessar essa sequência de ideias tão tortuosa, achariam que a dona Cegonha que presta serviços ao Brasil Maravilha – ao contrário dos maus médicos de Belém, já afastados pelo governador Simão Jatene, e, de resto, do tenebroso serviço de saúde pública do Brasil Real — olharia com todo carinho para as duas pessoas mais essenciais da vida de Raimundo e Vanessa.

REALIZAÇÃO DE CONVENÇÃO PARA FORMAÇÃO DE FRENTE PLEBISCITÁRIA CONTRA A CRIAÇÃO DO ESTADO DO CARAJÁS

AVISO Nº 001 DE 31.08.2011

REALIZAÇÃO DE CONVENÇÃO PARA FORMAÇÃO DE FRENTE PLEBISCITÁRIA CONTRA A CRIAÇÃO DO ESTADO DO CARAJÁS

O Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, Desembargador Ricardo Ferreira Nunes, em cumprimento ao disposto no art. 7º da Resolução TSE nº 23.347/2011, AVISA aos interessados que, segundo comunicação do Senhor Sérgio Albino Bitar Pinheiro, protocolizada sob o nº 2...2.402/2011, será realizada convenção para formação da Frente Contra a Criação do Estado do Carajás, às 19 (dezenove) horas e 30 (trinta) minutos do dia 1º (primeiro) de setembro de 2011, na Avenida Presidente Vargas, nº 158, 4º andar, sala 403, bairro da Campina, nesta cidade de Belém, Estado do Pará.
Belém, 31 de agosto de 2011.

Desembargador RICARDO FERREIRA NUNES
Presidente

AVISO Nº 002 DE 31.08.2011

REALIZAÇÃO DE CONVENÇÃO PARA FORMAÇÃO DE FRENTE PLEBISCITÁRIA CONTRA A CRIAÇÃO DO ESTADO DO TAPAJÓS

O Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, Desembargador Ricardo Ferreira Nunes, em cumprimento ao disposto no art. 7º da Resolução TSE nº 23.347/2011, AVISA aos interessados que, segundo comunicação do Senhor Celso Sabino de Oliveira, protocolizada sob o nº 22.389/2011, será realizada convenção para formação da Frente Contra a Criação do Estado do Tapajós, às 18 (dezoito) horas e 30 (trinta) minutos do dia 1º (primeiro) de setembro de 2011, na Avenida Presidente Vargas, nº 158, 4º andar, sala 403, bairro da Campina, nesta cidade de Belém, Estado do Pará.
Belém, 31 de agosto de 2011.

Desembargador RICARDO FERREIRA NUNES
Presidente

Zenaldo Coutinho deixa Governo Jatene e Dudimar Volta ha ser Suplente...


Adicionar legenda

O vice-governador Helenilson Pontes, que também é secretário Especial de Gestão, vai assumir a vaga na Secretaria Especial de Proteção e Desenvolvimento Social, de Zenaldo Coutinho que decidiu deixar o cargo para se dedicar à campanha contra a divisão do Estado do Pará.

Conforme as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), só poderá coordenar uma das frentes – contra ou a favor da criação dos Estados do Carajás e Tapajós - o parlamentar que estiver no exercício do mandato.

Zenaldo Coutinho, eleito deputado federal em 2010, havia se licenciado de suas atividades, em Brasília, no início deste ano, para assumir a Casa Civil da Governadoria. Em agosto, foi nomeado pelo governador Simão Jatene para a recém-criada Secretaria Especial de Proteção e Desenvolvimento Social, que abrange as áreas de saúde, assistência social, direitos humanos, trabalho, emprego e renda.

Agora, ele reassumirá o mandato de deputado federal. Zenaldo Coutinho é presidente da Frente Suprapartidária em Defesa do Pará, que luta pela integridade territorial do Estado. 

Manoel Pioneiro: Governador aprova novos investimentos para o sudes...

Manoel Pioneiro: Governador aprova novos investimentos para o sudes...: O presidente da Assembleia Legislativa do Pará, deputado Manoel Pioneiro, acompanhou pessoalmente as ações do Governo do Pará durante o per...